9 Benefícios do Jejum Intermitente

Se já ouviram falar ou pesquisaram sobre o Jejum Intermitente, de certeza que já se questionaram se é seguro e saudável deixar de comer por um período de tempo e fazer disso (por vezes) uma prática diária? Não será o Jejum Intermitente mais uma moda passageira como tantas outras?

Na passada Sexta-Feira na Academia Lio Monk realizou-se a palestra acerca do Jejum Intermitente e este artigo aborda algumas questões para que fique a conhecer melhor esta prática.

Jejum Intermitente tempo para não comer

O que é o Jejum Intermitente

A primeira coisa que se deve salientar é que o  Jejum Intermitente  não é uma dieta alimentar.

As dietas dizem que alimentos devemos comer. O Jejum é por definição o oposto de dieta já que não recomenda a ingestão de alimentos em especifico. Podemos por isso defini-lo como um “Estilo de Alimentação” ou, como eu gosto de dizer, uma “Estratégia Alimentar”.

A prática de jejuar não é algo que alguém acabou de inventar. É antes algo que o ser humano sempre fez ao longo dos tempos quer por escassez de alimentos, quer por razões religiosas ou até filosóficas. E por várias razões parece ter ficado adormecido até há bem pouco tempo.

A nutrição clássica continua a recomendar que se coma de 3 em 3 horas. Mas na verdade, isso sim, foi algo que a humanidade nunca fez ao longo da sua evolução. Essa é uma das razões principais pela qual temos hoje a hipertensão arterial, diabetes, ácido úrico, colesterol elevado, síndrome do ovário poliquístico, obesidade, etc. em níveis epidémicos. E tudo isto resume-se numa só palavra – Síndrome Metabólica.

Não quero dizer que só agora é que o ser humano descobriu o prazer da comida e come demais. Os egípcios gravaram numa das pirâmides que “O homem alimenta-se de ¼ do que come, dos outros ¾ alimenta-se o seu médico”. Isso significa que já na altura se cometiam excessos e havia também a noção que isso era prejudicial para o organismo. Os romanos tinham até “vomitómetros” para que pudessem continuar as suas orgias alimentares.

Por outro lado muitos dos maiores médicos ao longo a história como Hipócrates e Paracelso recomendavam o jejum como uma das melhores terapias.

“Comer quando se está doente é alimentar a própria doença” Hipócrates (460 a.C. – 370 a.C.)

No ano passado o o Dr Yoshinori Oshumi foi nomedo Nobel da Medicina de 2016 por revelar os mecanismos da autofagia que é basicamente a capacidade que o corpo tem de se “autoreciclar”. Essa autolimpeza no organismo é ativada quando a célula está em situações de stresse, como ficar algum tempo sem se alimentar.

Nestes casos ela passa a “comer” partes internas para sobreviver, degradando tudo o que tem de ruim. Se imaginarmos que a célula é uma casa, ela vai ficar limpa, arrumada e com a sua estrutura restaurada. Então, a ciência comprova hoje muito do que a humanidade sempre soube pela experiência empírica da prática do Jejum.

9 Benefícios do Jejum Intermitente

  1. Emagrece (de vez). Permite não só emagrecer mas manter-se magro que é onde todas as dietas falham. Além disso faz um “reset” no apetite reequilibrando a nossa relação de dependência com a comida. É como se regulasse o nosso termostato interno para o peso.
  2. Anti-inflamatório. O Jejum permite baixar os marcadores de inflamação, que é uma das principais causas de diversas doenças crónicas.
  3. Previne doenças cardio-vasculares, já que ajuda a reduzir os triglicerídeos e a baixar a glicose e a resistência à insulina.
  4. Melhora a imunidade e a vitalidade. Promovendo a autofagia o Jejum destoxifica o corpo e reduz os efeitos dos radiciais livres. Algumas das vantagens da autofagia é precisamente prevenir doenças como diabetes tipo2, infecções virais e bacterianas e o próprio cancro.
  5. Melhora o cérebro, aumentando a hormona BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) que ajuda a criar novos neurónios e ajuda na prevenção de doenças como Alzheimer e Parkinson.
  6. Aumenta a Longevidade. Estudos em animais mostram que a esperança de vida aumentou com esta prática.
  7. Liberdade. Fazer menos refeições significa mais tempo e liberdade para fazer outras coisas. Além disso, como conseguimos um maior foco mental estaremos mais produtivos.
  8. É prático. Aplica-se a qualquer dieta alimentar. Assim se a pessoa é vegetariana, tem alergia à proteína do leite, não tem tempo ou não sabe cozinhar, tem hipersensibilidade ao glúten, ela pode fazer Jejum Intermitente em todas estas situações.
  9. É económico. Esta não deve ser a razão principal para o fazer. Mas é bom saber que além de ficarmos mais saudáveis, estamos ainda a poupar imenso dinheiro.

No próximo artigo iremos ver as diversas formas de praticar Jejum Intermitente, quem não o deve fazer e vou dar ainda várias dicas para quem se está a iniciar nesta prática milenar.

No entanto, quero salientar a importância de procurarem sempre a ajuda de um profissional com formação na área da nutrição/saúde no caso de quererem iniciar a prática do Jejum

LIO MONK

Clique para ver o vídeo da Palestra do Jejum Intermitente

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