A síndrome Metabólica

obesidade

Antes de iniciarmos qualquer caminho, temos que entender a razão de enveredarmos por essa direcção. Nota-se hoje uma necessidade nas pessoas de mudarem os seus hábitos de vida e a sua alimentação. É uma procura por novos caminhos que os levem a uma vida melhor e com mais saúde.

E isso acontece porque há cada vez mais a percepção de que o trajecto que temos seguido até agora não só não nos levou a bom porto como ainda nos deixou numa situação deplorável em termos de saúde.

Esta situação tem um nome, embora ainda poucos o identifiquem. Chama-se “Síndrome  Metabólica”. A ideia não é recente. Começou nos anos 50 quando H.P.Himsworth reparou que a insulina elevada estava relacionada com várias doenças e chamou-lhe “Hiperinsulinemia Hiperactiva Crónica”. Em finais dos anos 80 chamaram-lhe “Síndrome X” e mais tarde “Síndrome Metabólica”. No entanto, estamos sempre a falar do mesmo: altos níveis de insulina de forma crónica no organismo.

Mas afinal o que é a Síndrome Metabólica?

Traduzido por miúdos, estamos a falar de diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão arterial, triglicéridos elevados, síndrome dos ovários policísticos, etc.

Pode achar que estas doenças são situações isoladas, mas não são. Elas andam de mãos juntas e têm o mesmo denominador comum – altos níveis de insulina.

Repare que desde há uns 5 anos para cá foi inclusive decretada pela OMS uma nova doença – a “Diabesidade”. Este novo termo corrobora a relação entre diabetes e obesidade e vem no sentido do que acabei de dizer.

Todas estas enfermidades não são causadas pela idade, nem pela genética. A resposta está, na esmagadora maioria dos casos, naquilo que pomos no nosso prato todos os dias. E isso é uma boa notícia!

Não somos reféns da nossa genética.

Antes, somos os capitães do nosso navio e temos muito mais controlo nele do que poderemos pensar. A isto chamamos de “Epigenética”, a medicina do futuro.

É por isso altura de arregaçar as mangas e começar um trajeto novo. Como diria Einstein:

“Se queres ter algo que nunca tiveste, faz algo que nunca fizeste”.

Os próximos artigos serão sobre esse novo caminho e de como o podemos fazer através de pequenos grandes passos, todos os dias. Olhando, reflectindo, seleccionando e incorporando o que interessa. Só assim poderemos ir afinando o nosso ser, único e irrepetível para uma vida mais plena.

Eu vou ser o “timoneiro” mas quem vai fazer o caminho serão vocês. Venham daí!

Lio Monk

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